quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Não há palavras suficientes para expressar a alegria de poder hoje dizer que existe sim, uma saída para o dependente químico, eu mesmo pensava qua para mim e para outros como eu, não havia mais esperança, mas Deus pode fazer coisas que jamais a medicina e a ciência humana pode ou poderá explicar.
Hoje estou casado pai de uma linda filha, abençoado, acadêmico de psicologia, feliz com o Senhor Jesus.


video


Aderimos a campanha nacional "Comunidade Terapêutica: eu apoio, eu confio!".
Em breve estaremos enviando maiores informações.
O mundo está precisando de mensagens positivas que renove a esperança. Compartilhe sua história!

(vídeos de webcam, câmera digital ou celular com tempo de 1 minuto)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

CONGRESSO EVANGELÍSTICO






Só temos que agradecer a Deus por tudo que ele fez nestes dias em que organizamos este evento, com o objetivo de salvar vidas para o Reino de Deus, Pois esse Deus não nos frustrou, muitas pessoas participaram dos cultos e entregaram suas vidas a Jesus. Participaram conosco nos dois dias os pregadores, Dc. Leandro Damasceno o Pr. Josias da Silva o cantor Joel Leandro e as cantoras Karine Almeida e Ester Hoffmam. Deus usou seus filhos e filhas para abençoar o público presente.
Uma coisa muito interessante aconteceu. No sábado dia 24 estávamos realizando o culto no Parque da Juventude de Guaíba um ótimo local em que o Senhor realizou coisas maravilhosas, porém no domingo pela manhã recebi a ligação da secretária de cultura do município, que havia nos cedido o espaço para a realização dos cultos, me informando que não poderíamos permanecer no local cultuando à Deus, devido reclamações da vizinhança por causa do som, mas o que me chama a atenção é que nos foi relatado que o áudio estava chegando até uma Av. aqui da cidade chamada Santa Catarina, veja o milagre! Esta Avenida está localizada a quilômetros de distância do local onde estávamos realizando o culto, ou seja Deus estava Semeando sua Palavra a quilômetros de distância. 

Grandes coisas fez o Senhor por nós, pelas quais estamos alegres.
Salmos 126:3

E para o honrarmos o tema deste trabalho evangelístico, diante deste imprevisto não nos afrouxemos. Toda a estrutura e equipamentos que levamos dois dias para fazer a montagem, desmontamos e remontamos em cinco horas em outra praça da cidade e sabe o que aconteceu a Glória de Deus foi ainda maior e o número de pessoas que participaram e não faziam parte da igreja também foi maior e mais pessoas se entregaram à Deus. Sabe o que aprendemos com isso Deus não precisa de locais e lugares movimentados e bem localizados apenas de homens e mulheres dispostos a trabalhar em sua obra.

Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor.
Isaías 55:8





segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Café Convívio Guaíba em destaque na imprensa local

Click aqui neste link e veja no site do Gazeta Centro-Sul








A primeira edição de 2015 do Gazeta Centro-Sul o Jornal de maior tiragem, circulação e numero de assinantes em Guaíba, traz uma entrevista com Jonathan Saraiva, Coordenador do Café Convívio de Guaíba, que explica o procedimento de atendimento a dependentes químicos em Guaíba e como vem sendo o esforço pela vinda de uma das instituições mais respeitadas no tratamento das drogas, na América Latina, para a cidade de Guaíba.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Café Convívio de Guaíba participa da festa anual de confraternização do Desafio Jovem de Três Coroas




  Neste domingo dia 21, mesmo com as condições climáticas adversas, uma excursão organizada pelo Café Convívio de Guaíba dirigiu-se até a Cidade de Três Coroas para prestigiarmos o evento que todos os anos é realizado e que reúne centenas de recuperados e admiradores do trabalho desempenhado pelo Desafio Jovem de Três Coroas, para cultos que se iniciam na parte da manhã e estendem-se até a tarde.
  Pela manhã além dos louvores e testemunhos de algumas pessoas que passaram pelo Desafio Jovem o irmão Anderson Castro da Assembléia de Deus de Guaíba, recuperado desde o ano 2000, pregou a Palavra de Deus, fundamentado em João 3:16. Após o almoço servido no refeitório da ala masculino da instituição, voltamos ao local do culto.
  No culto da tarde houve a apresentação da ala masculina e ala feminina do Desafio Jovem através de louvores, foi também oportunizado ao encarregado do Café Convívio de Guaíba relatar sua experiência de recuperação das drogas e no encerramento desta grande festa espiritual o Pr. Alexander Becker de Bento Gonçalves /RS ministrou a poderosa Palavra de Deus.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

6º Encontro da Ala Feminina do Desafio Jovem de Três Coroas



                                                                                         
Foi realizado neste domingo dia 19 de outubro, o 6º Encontro da ala Feminina do Desafio Jovem de Três Coroas, e como de praxe o Café Convívio de Guaíba esteve presente através da representação de seu líder e esposa. No encontro ocorreram diversas atividades, esteve pregando a Palavra de Deus pela manhã o Pr Alexandre Becker e à tarde o Pr. Plauto Vanzin do Ministério Restauração, o líder do Café Convivo de Guaíba e sua esposa relataram com tem sido a experiência de trabalhar com a dependência química e com as famílias e a Glória de Deus se manifestou, os internos e internas da ala Masculina e feminina também participaram louvando à Deus. Certamente Deus pela sua infinita misericórdia abençoou todos os presentes de diversas Cidades que mesmo em um dia de chuva e ventania se deslocaram, até a Cidade de Três Coroas para esta linda festa espiritual.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

A INTERNAÇÃO COMPULSÓRIA É EFICAZ?

A dependência química é um dos fenômenos de mais difícil resolução da humanidade. Se de um lado da moeda existe a droga, do outro estão a melhoria do sistema de ensino, o fortalecimento do papel familiar, a diminuição da pobreza, a inserção do dependente em atividades esportivas, lazer, trabalho, habitação, justiça e outros fatores. O tema deve ser discutido na perspectiva biopsicossocial; o tráfico, o fácil acesso às drogas, o desemprego e a violência pedem intervenções mais amplas e em diversas áreas.
A dependência química acarreta ou aflora inúmeras consequências negativas ao corpo humano, inclusive as chamadas comorbidades (doenças psiquiátricas associadas), como psicose, paranoia, esquizofrenia, manias, bipolaridade, entre outras. A consequência mais notória é a agressão ao sistema neurológico, provocando problemas cognitivos e, em alguns casos, oscilação de humor.

LEGISLAÇÃO
Há pouco tempo, o isolamento do doente mental em manicômios era a regra, afastando o problema dos olhos da sociedade. Com a luta antimanicomial e com o processo de humanização do sistema de saúde, a internação passou a ser exceção. A regra é possibilitar o tratamento multidisciplinar e a reintegração do usuário de modo inclusivo em uma Rede de Atenção Psicossocial (articulada pelos CAPS), estruturada em unidades de serviços comunitários e abertos.
A Lei 10.216/2001 dispõe sobre as modalidades de internação (voluntária, involuntária e compulsória) e em todas há necessidade de prévia avaliação multidisciplinar e um laudo médico que justifique a internação. No entanto, mesmo entre os psiquiatras e os profissionais de saúde, é grande a controvérsia sobre quando deve ou não ocorrer a internação à força. Como regra geral, argumenta-se que ela somente é cabível quando se provar que os recursos extra-hospitalares se mostraram insuficientes, ou quando apresente iminente risco à vida do dependente ou de terceiro (como, por exemplo, risco de suicídio, abortamento, portador de esquizofrenia ou outra doença psiquiátrica grave).

Entretanto, mesmo aos favoráveis à medida extrema, uma questão ainda mais complexa surge. A internação compulsória é eficaz?

Os profissionais da saúde possuem a árdua tarefa de provocar uma reflexão no dependente. Se o paciente não estiver disposto ou “convencido” a mudar, qualquer tentativa de auxílio estará fadada ao insucesso. Dessa forma, por meio de técnicas e de uma abordagem multidisciplinar, eles buscam aproximação com o dependente, para a construção conjunta de um objetivo de vida. O norte não é o de parar de usar drogas, mas o de (re)construir sua identidade e seu círculo de referências (familiar, social, profissional), resgatando suas habilidades e qualidades positivas. A interrupção do uso de drogas é uma consequência da reflexão e da apropriação desses valores.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

INTERNAÇÕES SEM EFEITO. Depois da alta, retorno ao crack



PESQUISA REALIZADA NO Rio Grande do Sul mostra que quase 90% dos adolescentes voltam a usar a droga nos três meses que se seguem a um período de tratamento, demonstrando a ineficácia do atual modelo de tratamento para dependentes


De cada 10 adolescentes internados pelo sistema público de saúde para combater o vício do crack no Rio Grande do Sul, em média nove voltam a usar a droga até três meses depois de receber alta.

Além disso, um terço necessita de uma nova internação, e outros 36% se envolvem com a prática de crimes nesse período, conforme um estudo apresentado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O trabalho indica que, apesar do investimento de R$ 1,4 bilhão apenas do governo federal para reforçar a rede de atendimento aos dependentes, o serviço não oferece a eficácia desejada.

Em sua tese de doutorado, a psicóloga e doutora em Ciências Médicas Rosemeri Siqueira Pedroso acompanhou dois grupos distintos de usuários de crack. Ao longo de três meses, observou o índice de recaída entre 88 adolescentes após a alta e monitorou um outro contingente, de 293 jovens e adultos, para determinar quantos precisaram de repetidas internações para combater a droga ao longo de três anos.

No grupo de adolescentes, 86,4% voltaram a usar crack em até três meses. Entre o grupo de adultos, 43,4% tiveram de se reinternar até cinco vezes ao longo de três anos.

Essas descobertas aprofundam o conhecimento sobre o tema no país. Os poucos trabalhos já realizados indicam que cerca de um terço dos usuários de crack consegue concluir o tratamento com sucesso. As pesquisas sobre esse tema são raras em razão da dificuldade de acompanhar um grande número de dependentes após a alta – muitos não têm telefone ou endereço fixo e perdem contato com os pesquisadores.

Por isso, o levantamento gaúcho oferece revelações importantes sobre o impacto do tratamento oferecido pela rede pública aos usuários.

FALTAM AÇÕES PARA AJUDAR NA ABSTINÊNCIA

A autora do trabalho considera que ficou “cientificamente comprovado” um número excessivo de reinternações no sistema de saúde, o que coloca em xeque a eficácia do modelo atual.

– Quando o usuário sai do hospital, muitas vezes não tem onde morar, volta para a boca de fumo, não tem trabalho ou um aparato psicossocial para ajudá-lo na abstinência. Isso ainda é precário no Brasil – avalia Rosemeri.

O psiquiatra Flavio Pechansky, orientador da tese, concorda com essa preocupação:

– Os dados mostram que, apesar dos milhões de reais gastos pelo poder público nessa área, os índices de recaída e reinternação são elevados.

Para realizar o estudo com os adolescentes, a psicóloga acompanhou a internação desses jovens no Hospital Psiquiátrico São Pedro e na Clínica São José, em Porto Alegre. Depois da alta, seguiu monitorando a situação de cada um dos pacientes por meio de visitas, telefonemas e informações de parentes.

Para medir o grau de reinternações dos adultos, a pesquisadora monitorou todas as vezes em que os participantes do estudo ingressaram em algum serviço de saúde psiquiátrica no Estado. Isso levou a outra constatação: poucos dependentes (13%) procuram os serviços ambulatoriais que deveriam desafogar as clínicas e instituições hospitalares destinadas à internação para desintoxicação.

Em resposta a questionamentos de ZH, o Ministério da Saúde divulgou uma nota listando investimentos recentes e melhorias na rede de atendimento aos usuários de drogas. O texto afirma que o governo federal aplicou R$ 1,5 bilhão na execução do plano de enfrentamento ao crack – R$ 1,4 bilhão deles destinados à ampliação dos serviços que atendem dependentes químicos pelo SUS.



Especialistas sugerem mudança de métodos

Especialistas no combate ao crack afirmam que os elevados índices de recaída e reinternação reforçam a necessidade de aprimorar o método de tratamento. Segundo eles, o sistema público oferece poucos leitos e períodos curtos de internação. Além disso, não consegue acompanhar o usuário após a alta.

Um dos problemas, para o psiquiatra Luiz Carlos Illafont Coronel, são as “altas precoces”. Geralmente, a internação autorizada pelo SUS é inferior a um mês.

– O ideal é que o prazo dependa apenas da condição do paciente. O que se faz hoje é absurdo – afirma.

Coronel diz que, conforme os levantamentos realizados no país, cerca de um terço das mortes de usuários de crack têm como origem altas antecipadas. Outra dificuldade é a falta de leitos psiquiátricos – que já chegaram perto de 200 mil no país e hoje são 32 mil. Segundo relatório elaborado por sete entidades médicas, o Estado perdeu 36,7% dos leitos de psiquiatria entre 1993 e 2013.

Em consequência, dependentes como Solon Santos da Silva Filho, 37 anos, recorrem a sucessivas internações e lidam com uma frequente falta de vagas. Ele está em seu quinto tratamento desde 2010: já passou por três internações em clínicas pelo SUS e encontra-se na segunda temporada em uma comunidade terapêutica – a Acolher, de Gravataí. Nas clínicas, conseguiu ficar no máximo um mês, o que considera “muito pouco”. Também precisou superar obstáculos para garantir leito:

– Na minha segunda internação, tive de recorrer a uma ordem judicial para conseguir vaga. Não adiantou e recaí. Agora, já estou há oito meses e 10 dias na comunidade terapêutica – conta.

O presidente da Associação de Psiquiatria do Estado, Carlos Salgado, defende que é necessário investir em ações como medicina comunitária, que permitam acompanhar o dependente fora do hospital, aumentar a oferta de leitos e aprimorar o treinamento dos profissionais.

ZERO HORA 04 de agosto de 2014 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

A Igreja (em Cristo) é a solução para o problema das drogas

Hoje, Infelizmente, em uma sociedade em que a criminalidade invade becos, rua e vielas, em que o tráfico de drogas está crescendo de forma epidêmica, em que não há mais controle, temos observado o descaso da parte dos políticos, do sistema, da mídia, ou seja, das pessoas que realmente poderiam fazer algo em favor da sociedade e não faz.
Em todo o Brasil, na classe pobre, média e alta já sofrem consequências desastrosas em suas famílias por causa das drogas.
Em meio a todo esse contexto, fazemos uma pergunta: Onde está a igreja de CRISTO? Qual é a resposta da igreja para o problema das drogas? Quais os esforços e mobilizações que a igreja tem dado para ajudar usuários de drogas e também seus familiares? O que estamos fazendo para livrar os dependentes químicos desse vício? Hoje, Qual é o destino do dependente químico: o céu ou inferno? O que estamos fazendo para reverter essa situação?
É lamentável presenciarmos um resultado contrário. Vemos famílias, membros de igrejas, perdendo seus filhos para o vício das drogas. Se você quer prova disso, então vá a um presídio e terá uma surpresa em saber que muitos dos detentos ou a maioria vem de berço evangélico.
Você também pode entrar no site do IBGE e certificar-se de que, a estatística de detentos, nos presídios de todo o Brasil, tem a realidade do que estamos apresentando. Não é dramatização, mas a pura realidade dos fatos.
Precisamos nos despertar, como igreja, para apresentar a solução do vício das drogas, que é Cristo Jesus. Somente Cristo liberta o usuário e sua família do problema das drogas.


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Estudos indicam que legalização da maconha traz sérios problemas sociais

Recentes estudos coordenados pela OEA têm demonstrado que, em todos os países onde houve algum nível de liberação das drogas, o consumo aumentou notadamente entre os jovens. Nos lugares onde houve maior tolerância com a maconha, seu consumo aumentou em razão da queda no preço do produto, verificando-se, também, um maior consumo de outras drogas perigosas. Este é o caso de Portugal, Áustria, Holanda, Reino Unido, alguns Estados americanos e o Brasil – onde, em 2006, a legislação abrandou a pena para o consumidor.

Na Holanda, o consumo de maconha cresceu 5%. Eu vi a bela cidade de Amsterdã – terra encantada do Rijksmuseum, StedelijkMuseum, Casa de Rembrandt, Casa de Anne Frank, Museu Van Gogh e outros – infestada de pessoas, principalmente jovens, exalando maconha de suas roupas pelos bondes. E este mesmo espírito libertarian, que não mede as consequências sociais dessas legalizações nefastas, incentiva, in pari passu, a perversão do turismo sexual do Bairro da Luz Vermelha. Dos grandes canais e artistas às bandeiras verdes e vermelhas da degradação moral, cultural e paisagística da capital dos Países Baixos.

No caso português, uma pesquisa realizada pelo Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT) registrou que, entre 2001 – data em que foi implementada a política de descriminalização da droga em Portugal – e 2007, o consumo continuado de drogas registrou, em termos absolutos, uma subida de 66%. De forma segmentada, a pesquisa apontou ainda que, no período em análise, registrou-se aumento de 37% no consumo de Cannabis, de 215% no de cocaína, de 57,5% no de heroína e de 85% no de Ecstasy.

Embora a psiquiatria brasileira confirme alguns benefícios clínicos pontuais da Cannabis no tratamento de algumas doenças como o glaucoma, faz o alerta quanto aos perigosos efeitos colaterais em longo prazo, tais como: infertilidade, esquizofrenia e outras psicoses, e desagregação social.

Uma pesquisa do Instituto Neurológico de Queensland, na Austrália, estudou mais de 3.801 homens e mulheres nascidos entre 1981 e 1984 e os acompanhou por 21 anos para perguntar-lhes sobre seu uso de maconha, avaliando os pacientes para episódios psicóticos. A conclusão: jovens que fumam maconha por seis anos têm o dobro da probabilidade de sofrer episódios psicóticos, alucinações ou delírios do que pessoas que nunca usaram a droga.

Os efeitos reais sobre os jovens são inevitáveis: aumentando o consumo de maconha, aumentará também a evasão escolar – por confusão mental, diminuição da memória e rebaixamento da inteligência –, a taxa de dependência química de outras drogas, índices de depressão e esquizofrenia.

Se já somos o maior mercado consumidor de crack do mundo e o segundo de cocaína, temos perto de 10 milhões de jovens “nem-nem” (aqueles que nem trabalham, nem estudam), um consumo frenético de Rivotril (ansiolítico, o segundo medicamento mais vendido no país, algo em torno de 14 milhões de caixas/ano), 50 mil estupros e 47 mil homicídios por ano, 58º lugar no ranking de educação no Pisa, queremos ser o maior mercado de maconha, a ilustrar a nossa galeria de medalhas de papelão queimado?

O que se passa no Brasil de hoje já foi diagnosticado por Viktor E. Frankl – psiquiatra austríaco e fundador da logoterapia – em seu livro “Em Busca de Sentido – Um Psicólogo no Campo de Concentração”, em que afirma categoricamente: “há ampla evidência empírica de que as três facetas desta síndrome – depressão, agressão, dependência de drogas – são devidas ao que se chama em logoterapia de ‘o vazio existencial’, um sentimento de vacuidade e de falta de sentido”.


A quem interessa a destruição da família brasileira? A quem interessa o caos social? A quem interessa a falta de sentido?

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Café Convívio recebe homenagem no Dia da Consciência Solidária.



No dia 9 de Julho de 2014 o Município de Guaíba, através de um projeto de lei de origem do Legislativo, realizou a primeira edição do Dia da Consciência Solidária, um lindo evento que coloca em destaque no âmbito do Município, projetos sociais que desenvolvem ótimos serviços a sociedade de forma voluntária, mas que infelizmente não recebiam eventuais e justas considerações.

Certamente o sucesso desta primeira edição do evento é incontestável, e sem dúvida irá crescer anualmente. Muitas pessoas no decorrer da tarde, estiveram no evento, incluindo Prefeito, Vereadores, Secretários (as) Municipais e até mesmo Pastores Evangélicos, na intenção de prestigiar as entidades que participaram.

E como sempre o Café Convívio não poderia ficar de fora, em meio as diversas atividades e segmentos incluídos no cronograma, o Café Convívio de Guaíba, esteve incumbido de atender familiares e dependentes químicos, na ocasião não tivemos a oportunidade e o privilégio de prestarmos nosso atendimento, mas com certeza mais uma vez fizemos uma boa divulgação deste belo trabalho. À noite no auditório do Campus da Universidade Ulbra, as entidades receberam a homenagem em forma de agradecimento, pelos serviços prestados à comunidade.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Redes sociais podem incentivar uso de drogas e álcool

Fotos de amigos alcoolizados e drogados influenciam comportamento de adolescentes


Adolescentes que usam sites como Facebook têm mais chances de se tornar dependentes de drogas e álcool, aponta um estudo da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. Os cientistas entrevistaram mais de 2.000 jovens, entre 12 e 17 anos, por meio da internet ou telefone, e descobriram que usuários de redes sociais são cinco vezes mais propensos a fumar cigarro e possuem três vezes mais chances de exagerar na bebida ou se envolver com entorpecentes.
A pesquisa americana sugere que a exposição a fotos de amigos bêbados, por exemplo, é a grande razão pela qual esses adolescentes começam a beber. O mesmo acontece com as drogas e com o cigarro.
Segundo dados do levantamento, 40% dos entrevistados têm acesso a esse tipo de material nas redes sociais todos os dias. Metade dos voluntários ainda afirma ter visto fotos de amigos bêbados, desmaiados ou usando drogas antes mesmo de completaram 13 anos, idade mínima para se cadastrar no Facebook.  
"A relação das imagens com o risco de abuso de substâncias ilegais é clara. Uma foto vale mais do que mil palavras", explica Joseph Califano Junior, fundador e conselheiro do Centro Nacional de Dependência e Abuso de Drogas, uma instituição ligada à Universidade de Colúmbia, além de ex-secretário de Saúde, Educação e Bem-estar dos Estados Unidos.
Para Califano, é preciso que as redes sociais criem mecanismos para impedir que adolescentes publiquem fotos com bebidas ou drogas em seus perfis. O especialista ressalta ainda que em geral as famílias estão alheia a essa situação. Em uma pesquisa anterior realizada com 500 pais americanos, 86% disseram não acreditar que sites do gênero possam influenciar negativamente o comportamento de seus filhos.

domingo, 29 de junho de 2014

A escola e o uso de drogas



Papel do professor e da escola

O objetivo da escola não se resume ao ensino dos conteúdos das matérias. Sua função alcança o desenvolvimento das crianças e dos adolescentes nas diferentes dimensões da vida.
Neste contexto, o professor tem uma multiplicidade de funções. Ao selecionar os conteúdos do ensino e ao fornecer ou construir conhecimentos, ele o faz de determinadas formas e isso já caracteriza o tipo de percepção que os alunos terão de si mesmos, da vida e dos valores.
Não é possível negar o papel do educador no desenvolvimento de posturas e comportamentos sobre os mais diferentes assuntos: vida social e familiar, cultura de paz ou de violência, cidadania, ética, relacionamento sexual, uso de drogas, saúde em geral, vida profissional e projeto de vida.
Refletir e posicionar-se sobre a questão do uso de drogas é parte integrante desse processo e é preciso que os professores se preparem para esta tarefa.
Entre as instituições que têm, entre suas funções, prevenir o uso indevido de drogas (ver Prevenção), a escola ocupa um lugar privilegiado. Em primeiro lugar porque todas as crianças e adolescentes, por princípio, frequentam a escola e o fazem por um grande número de horas semanais, durante vários anos. É comprovada a influência que a escola exerce na formação das pessoas (só superada pela da família).

Fundamentos da prevenção na escola

A prevenção deve ser um grande processo de reflexão sobre a vida, os valores, os comportamentos e os projetos dos alunos e não simples aulas sobre os efeitos das drogas.

O objetivo da prevenção é auxiliar as pessoas a, bem formadas e informadas, desenvolverem a sua capacidade de decisão para fazerem escolhas que, incluindo ou não o uso de alguma droga, favoreçam a sua saúde e segurança ao longo da vida.

Com base neste objetivo, três eixos orientam o trabalho de prevenção do uso indevido de drogas na escola:

1. A estrutura da escola

2. Ações implícitas

3. Ações explícitas

1- Estrutura da escola

Uma escola que cumpre seu papel de oferecer uma educação de qualidade, proporcionando um ensino competente e dá oportunidades de escolhas e participação aos alunos, valoriza seus valores e sua cultura estará sendo, por sua postura e organização, uma instituição preventiva.

Entre as características dessa escola estão:

•      Oferecer um clima acolhedor e afetivo

•      Apresentar altas expectativas para os alunos

•      Ter parâmetros de comportamento claros e consistentes

•      Favorecer a participação, envolvimento e responsabilidade das crianças e dos jovens nas tarefas e decisões da escola

•      Desenvolver um ensino e de uma educação de qualidade

2- Ações implícitas

São as ações dos educadores na escola que contribuem para o desenvolvimento de habilidades pessoais e sociais dos alunos. Não se está, neste momento, falando sobre drogas ou sobre seus usos, mas favorecendo que os alunos tenham consciência sobre seus comportamentos e saibam como atuar para fazer escolhas saudáveis, em qualquer dimensão da vida.

Entre as habilidades a serem desenvolvidas estão:

•      Capacidade de tomar decisões

•      Fortalecimento da autoestima

•      Habilidade para resolver problemas

•      Desenvolvimento da capacidade de reflexão

•      Estabelecimento e manutenção de vínculos interpessoais

•      Capacidade de manejar emoções próprias

•      Construção de um projeto de vida

3-     Ações explícitas

Além de constituir-se como uma entidade preventiva por sua própria estrutura e forma coletiva de se organizar e pelo desenvolvimento de habilidades, para que a prevenção seja efetiva é necessário complementar o trabalho com referências e informações explícitas sobre as drogas, suas características, efeitos, riscos e usos.

Ações explícitas incluem abordar com os alunos temas como:

•      Conhecimento sobre os tipos de drogas e seus efeitos

•      Reflexão sobre as diferentes relações com as drogas.

•      Informação e reflexão sobre os padrões de consumo

•      Reflexão sobre formas de reduzir riscos e danos associados ao consumo de drogas

•      Conhecimento da legislação e das políticas

•      Reflexão sobre as relações entre a sexualidade e o uso de drogas

•      Descoberta de recursos da comunidade para atendimento a usuários e dependentes

•      Informações sobre como agir nas emergências

Princípios de prevenção na escola

1. Integração no currículo da escola – a prevenção deve ser realizada, prioritariamente, pelos próprios educadores da escola, dentro do seu trabalho.

2. Desenvolvimento ao longo da escolaridade – a prevenção não deve ser algo pontual, desenvolvido quando surge um problema, mas em longo prazo, em todas as séries.

3. Trabalho coletivo – o trabalho preventivo não é de uma ou duas pessoas, mas do conjunto dos professores, coordenadores, diretores, funcionários, cada um contribuindo com sua especialidade e na sua função.

4. Envolvimento de toda a comunidade – as ações devem ter como objetivo, além dos alunos, os pais e os participantes da comunidade interna e externa da escola.

5. Diminuir fatores de risco e aumentar os de proteção – as bases da prevenção devem levar em conta as características próprias daquela realidade.

6. Ênfase nas drogas de maior risco de consumo na comunidade – devem ser discutidas tanto as drogas lícitas como as ilícitas, principalmente as mais consumidas na realidade próxima (álcool, cigarro, inalantes e outras).

7. Métodos interativos – a prevenção deve incorporar atividades diversificadas e dar prioridade à participação dos alunos.

8. Desenvolvimento de habilidades – entre as metas deve estar o desenvolvimento da capacidade de enfrentar e resolver problemas, de tomar decisões, assertividade e outras habilidades sociais.

Algumas orientações práticas para fazer um trabalho de prevenção

» Disponha os alunos em círculos para fazer discussões abertas. Evite sermões, palestras e discursos. Ouça suas opiniões, avalie suas ideias e reoriente o que estiver distorcido.

» Peça opiniões anônimas por escrito, por exemplo, em tirinhas de papel, sobre as razões para o uso de drogas e as razões para não usá-las e depois discuta-as no grupo.

» Traga (ou levante com os alunos) situações-problema sobre o abuso de álcool ou outras drogas e promova dramatizações, discussões e análises dos comportamentos e de suas consequências.

» Organize atividades em que os alunos possam desenvolver as habilidades de tomar decisões, posicionar-se, resolver problemas, como por exemplo “saber recusar um cigarro quando não quer fumar” ou “limitar o número de doses de bebida numa festa”.

» Promova jogos e dinâmicas nas quais os alunos possam testar seus conhecimentos sobre o assunto e incorporar novas informações corretas.

» Desenvolva a motivação para que os alunos construam seus conhecimentos e façam pesquisas de aspectos do assunto de seu maior interesse.

» Estimule a reflexão sobre os comportamentos dos alunos, relacionados com a saúde (e o uso de drogas), pontuando com informações e orientações.

» Estabeleça trocas entre os alunos, permitindo a aprendizagem por meio de comunicações entre os iguais.

» Procure integrar as discussões sobre o uso de drogas com os conhecimentos e atividades de diferentes disciplinas do currículo, por exemplo, um livro de literatura, uma aula de educação física, um conteúdo de história ou ciências, alguns cálculos ou problemas de matemática.

» Associe as atividades de prevenção do uso indevido de drogas com outros comportamentos de promoção à saúde, como os relacionados à alimentação, à sexualidade, ao meio ambiente, às relações humanas, ao enfrentamento do stress, aos cuidados com o corpo, entre outros.

» Dê prioridade à discussão sobre as drogas mais comuns de uso entre adolescente: álcool, tabaco, inalantes e maconha.

» Realize atividades que mostrem a necessidade de retardar o máximo possível o uso das drogas lícitas, ressaltando a legislação que proíbe a venda de bebidas e cigarros aos adolescentes e as possibilidades de, ao beber, fazê-lo moderadamente, evitando riscos.

» Enriqueça as aulas com a discussão de filmes, vídeos, visitas a sites, leituras de textos e livros.

» Utilize notícias da mídia para ilustrar os temas desenvolvidos, tendo o cuidado para fazer uma crítica às distorções que muitas vezes estão presentes, especialmente o preconceito com os usuários, a demonização das drogas, o “esquecimento” das drogas mais usadas como o álcool e o cigarro.

» Busque parcerias com outras pessoas e instituições da comunidade, lembrando sempre que o trabalho de prevenção é mais eficaz quando feito pelas pessoas de dentro da escola e com métodos interativos.

» Auxilie os alunos a desenvolverem posturas críticas em relação ao uso de drogas, habilidades sociais para resistir ao uso indevido e discuta maneiras concretas de agir nestas ocasiões.

» Procure não trazer pessoas de fora para a discussão dos temas, principalmente ex-usuários, pois os alunos tendem a achar que “isto não vai acontecer comigo” ou que “se ele conseguiu sair, eu também consigo”.

» Atualize-se, informe-se, procure enfrentar seus preconceitos e dúvidas, não tenha receio de buscar ajuda e, principalmente, divida o trabalho de prevenção com seus colegas.

Estes dois tópicos foram extraídos de
Albertani, Helena: Drogas e Prevenção – Conceitos básicos,

SindepolBrasil, 2066

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Drogas - O que a Bíblia diz sobre isso.















1 Coríntios 6:9-11
"Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus."

O primeiro contato com as drogas geralmente ocorre na infância ou na adolescência, quando o caráter da pessoa está em fase de formação. Nesta fase, ocorrem muitas mudanças e adaptações em seus conceitos sobre a vida, isso ocorre para a pessoa se adequar à transição da fase infantil para adolescência ou da adolescência para a fase adulta. Ela passa por diversos problemas e conflitos de personalidade que serão úteis para o seu amadurecimento espiritual, começando a entender e encarar o mundo como ele realmente é, com seus problemas, suas misérias e suas pressões. É uma fase bastante conturbada, onde a pessoa é bombardeada por filosofias de vida, apelos comportamentais, responsabilidades pessoais, etc. É preciso tomar grandes decisões que certamente irão influenciar o seu futuro e consequentemente todas as áreas de sua vida.

É neste quadro citado acima, que o primeiro copo de bebida ou o primeiro cigarro ou a primeira dose de droga é oferecida, seja por algum "amigo" ou por curiosidade, até mesmo, muitas vezes, devido ao fato de alguém da família fazer uso de bebida alcoólica ou cigarro. Geralmente começa-se com uma dessas drogas "fracas" que, na verdade, são as mais sutis em sua destruição do ser humano, devido ao fato de serem permitidas por Lei ou por não serem taxadas pela sociedade. Esse sistema, satânico e destruidor, transmite a falsa ilusão de sentir-se melhor ao usá-las. O cigarro dá uma tontura quando se inicia o uso, devido ao fato do organismo não estar adaptado com a destruição que está ocorrendo em seu pulmão e outros órgãos do corpo. Algumas pessoas utilizam o cigarro como fuga do stress ou de alguma ansiedade ou nervosismo. Muitas vezes a pessoa fuma só para ser como os outros que fumam, mal sabe ela que está adquirindo um vício que será muito difícil de ser deixado. Estima-se que 80% dos fumantes desejam deixar de fumar, porém não conseguem. A bebida tem o efeito de dar prazer, deixando a pessoa mais solta para se expressar e fazer coisas que sem a bebida não teria coragem, mas essa alegria é falsa e mais tarde se transformará em tristeza e arrependimento como podemos ilustrar por esta passagem da Bíblia, em Provérbios 14:12 "Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte.".

Veja a promessa de Deus para você:

2 Crônicas 7:14-15
"e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.
Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração que se fizer neste lugar."

Outro fator importante é que a dependência nunca retrocede, não caia no engano de que você vai começar a usar socialmente o álcool ou a droga. Quando você tiver uma recaída, seu corpo irá rapidamente se readaptar a grandes quantidades da droga, da mesma maneira que antes de deixá-la. Portanto, a solução nunca é diminuir e sim cortar de uma vez por todas o uso de todas as drogas, o Senhor Jesus tem o poder de ajudar você a fazer isso e, caso você recaia, arrependa-se e tente novamente. Não se deixe enganar pela depressão, pois há uma solução que é buscar a Deus, muitos já se recuperaram através deste caminho.


Caso você esteja já em uma situação na qual você não consegue nem passar em frente a um local de reunião ou contatar algum cristão, devido a grande opressão que o inimigo está fazendo em sua mente, ao grande uso de drogas, e ele (o diabo) começa a dizer em sua mente que você deve se matar, que você não tem jeito, não acredite, pois Satanás tem prazer em destruir as criaturas de Deus e os filhos de Deus. Satanás é o pai da mentira, como vemos em João 8:44b "Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.".Ele quer tirar sua vida. Numa situação como esta, sugiro que você busque um centro de recuperação cristão, para que você seja tirado do meio corrompido, onde você deve estar vivendo, e para que naquele local você esteja em contato mais constante com Deus e a Sua Palavra. Envie um e-mail para nós cafeconvivio_guaiba@hotmail.com, nós nos preocupamos com você.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Centros de reabilitação auxiliam dependentes químicos no combate ao vício

A dependência química não tem uma causa única. Ela é proveniente de vários fatores que atuam ao mesmo tempo, como a predisposição genética ou um momento de instabilidade emocional pelo qual o indivíduo esteja passando. Vivendo como um dependente, o paciente acaba tendo uma série de problemas sociais e familiares, que são consequência, e não a causa do vício. A pessoa passa a sentir que a droga é tão necessária em sua vida quanto comida, água ou uma boa noite de sono. Hoje em dia, a dependência é reconhecida como uma doença, portanto, o paciente só pode ser responsabilizado se não aceitar o tratamento.


A decisão de procurar ajuda deve partir do próprio doente. Geralmente, a iniciativa surge quando o dependente já está no fundo do poço, depois de ter perdido a família, o emprego e até a vergonha. Com o objetivo que apoiar a família do dependente, o Café Convívio é um local informal de atendimento gratuito aos dependentes e seus familiares e é onde se dá o inicio do processo de recuperação do Desafio Jovem de Três Coroas. De acordo com o responsável do projeto em Guaíba, Jonathan, existem muitos casos em que só a família procura ajuda para entender o problema da dependência. É através da troca de experiências que os parentes buscam superar o problema. Contudo, esse apoio da mulher, dos pais ou dos filhos é o ponto de partida para que o doente busque um tratamento. "Tem muita gente que procura ajuda a partir da iniciativa da família", explica Jonathan.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Sobre as Drogas

Conceitos 

Droga é toda e qualquer substância, natural ou sintética que, introduzida no
 organismo modifica suas funções. As drogas naturais são obtidas através de determinadas plantas,de animais e de alguns minerais. Exemplo a cafeína (do café), a nicotina (presente no tabaco), o ópio (na papoula) e o THC tetrahidrocanabiol (da maconha). As drogas sintéticas são fabricadas em laboratório, exigindo para isso técnicas especiais. O termo droga, presta-se a várias interpretações, mas comumente suscita a idéia de uma substância proibida, de uso ilegal e nocivo ao indivíduo, modificando-lhe as funções, as sensações, o humor e o comportamento. As drogas estão classificadas em três categorias: as estimulantes, os depressores e os perturbadores das atividades mentais. O termo droga envolve os analgésicos, estimulantes, alucinógenos, tranquilizantes e barbitúricos, além do álcool e substâncias voláteis. As psicotrópicas, são as drogas que tem tropismo e afetam o Sistema Nervoso Central, modificando as atividades psíquicas e o comportamento. Essas drogas podem ser absorvidas de várias formas: por injeção, por inalação, via oral, injeção intravenosa ou aplicadas via retal (supositório). 

Intoxicação Aguda
É uma condição transitória seguindo-se a administração de álcool ou outra substância psicoativa, resultando em perturbações no nível de consciência, cognição, percepção, afeto ou comportamento, ou outras funções ou respostas psicofisiológicas. 

Uso Nocivo
É um padrão de uso de substância psicoativa que está causando dano à saúde. O dano pode ser físico (como no caso de hepatite decorrente da administração de drogas injetáveis) ou mental (ex. episódio depressivo secundário a um grande consumo de álcool).

Toxicomania
A toxicomania é um estado de intoxicação periódica ou crônica, nociva ao indivíduo e à sociedade, determinada pelo consumo repetido de uma droga, (natural ou sintética). Suas características são:
1 - irresistível desejo causado pela falta que obriga a continuar a usar droga.
2 - tendência a aumentar a dose.
3 - dependência de ordem psíquica (psicológica), às vezes física acerca dos efeitos das drogas. 

Breve história das drogas
A longa trajetória das substâncias psicotrópicas com o passar dos milênios.

Síndrome de Dependência
É um conjunto de fenômenos fisiológicos, comportamentais e cognitivos, no qual o uso de uma substância ou uma classe de substâncias alcança uma prioridade muito maior para um determinado indivíduo, do que outros comportamentos que antes tinham mais valor.
Uma característica central da síndrome da dependência é o desejo (frequentemente forte e algumas vezes irresistível) de consumir drogas psicoativas as quais podem ou não terem sido prescritas por médicos. 

Codependência 
Codependência é uma doença emocional que foi "diagnosticada" nos Estados Unidos por volta das décadas de 70 e 80, em uma clínica para dependentes químicos, através do atendimento a seus familiares. Porém, com os avanços dos estudos das causas e dos sintomas, que são vários, chegou-se à conclusão de que esta doença atinge não apenas os familiares dos dependentes químicos, mas um grande número de pessoas, cujos comportamentos e reações perante a vida são um meio de sobrevivência.
Os codependentes são aqueles que vivem em função do(s) outro(os), fazendo destes a razão de sua felicidade e bem estar. São pessoas que têm baixa auto-estima e intenso sentimento de culpa. Vivem tentando "ajudar" outras pessoas, esquecendo, na maior parte do tempo, de viver a própria vida, entre outras atitudes de auto-anulação. O que vai caracterizar o doente é o grau de negligenciamento de sua própria vida em função do outro e de comportamentos insanos.
A codependência também pode ser fatal, causando morte por depressão, suicídio, assassinato, câncer e outros. Embora não haja nas certidões de óbito o termo codependência, muitas vezes ela é o agente desencadeante de doenças muito sérias. Mas pode-se reverter este quadro, adotando-se comportamentos mais saudáveis. Os profissionais apontam que o primeiro passo em direção à mudança é tomar consciência e aceitar o problema.  

Abstinência Narcótica
Independente de sexo ou idade, na gravidez ou não, sempre que se suspendem de forma abrupta os narcóticos, poderá eclodir numa pessoa viciada nestas drogas, uma sequência de sintomas que vão caracterizar a síndrome de abstinência narcótica.

As primeiras 4 horas de abstinência
- Ansiedade, comportamento de procura da droga

As primeiras 8 horas de abstinência
- Ansiedade, procura da droga, lacrimejamento, coriza intensa, bocejos frequentes, sudorese excessiva, adinamia, fraqueza geral

As primeiras 12 horas de abstinência

- Ansiedade, procura da droga, lacrimejamento, coriza intensa, bocejos frequentes, sudorese excessiva, adinamia, fraqueza geral, dilatação das pupilas, tremores musculares, ondas de frio, ondas de calor, ereção dos pelos cutâneos, dores ósseas, dores musculares

As primeiras 18-24 horas de abstinência
- Ansiedade, procura da droga, lacrimejamento, coriza intensa, bocejos frequentes, sudorese excessiva, adinamia, fraqueza geral, dilatação das pupilas, tremores musculares, ondas de frio, ondas de calor, ereção dos pelos cutâneos, dores ósseas, dores musculares, insônia, náusea, vômitos, muita inquietação, aumento da frequência respiratória, pulso rápido, aumento da profundidade da respiração, aumento da pressão arterial, hipertermia (febre), dor abdominal

As primeiras 24-36 horas de abstinência
- Ansiedade, procura da droga, lacrimejamento, coriza intensa, bocejos frequentes, sudorese excessiva, adinamia, fraqueza geral, dilatação das pupilas, tremores musculares, ondas de frio, ondas de calor, ereção dos pelos cutâneos, dores ósseas, dores musculares, insônia, náusea, vômitos, muita inquietação, aumento da frequência respiratória, pulso rápido, aumento da profundidade da respiração, aumento da pressão arterial, hipertermia (febre), dor abdominal, diarréia, ejaculação espontânea, perda de peso, orgasmo espontâneo, sinais de desidratação clínica, aumento dos leucócitos sanguíneos, aumento da glicose sanguínea, acidose sanguínea, distúrbio do metabolismo ácido-base

Síndrome de abstinência no recém-nascido
Costuma ocorrer após 48 horas do parto de uma gestante viciada em narcóticos com as características:
- Febre, tremor, irritabilidade, vômitos, hipertonicidade muscular, insuficiência respiratória, convulsão, choro agudíssimo, muitas vezes pode ocorrer a morte do recém-nascido
(Fonte: Salvar o Filho Drogado, Dr. Flávio Rotman, 2ª edição, Editora Record)

Gírias utilizadas por usuários de drogas 
queimar um - fumar
mocosar - esconder
caretaço - livre de qualquer efeito da maconha
sussu - sossego
rolê - volta
pifão - bebedeira
rolar - preparar um cigarro
cabeça feita - fuma antes de ir a um lugar
chapado - sob o efeito da maconha
bad trip - viagem ruim, com sofrimentos
nóia - preocupação
marofa - fumaça da maconha
tapas - tragadas
palas - sinais característicos das drogas
larica - fome química
matar a lara - matar a fome química
maricas - cachimbos artesanais
pontas - parte final da maconha não fumada
cemitério de pontas - caixinha ou recipientes plásticos usados para guardar as pontas
pilador - socador para pressionar a maconha já enrolada dentro da seda
dichavar o fumo - soltar a maconha compactada em tijolos ou seus pedaços e separar as partes que lhe dão gosto ruim
sujeira - situação perigosa
dançou - usuário que foi flagrado fumando
mocós - esconderijos de droga
"pipou uma vez, está fisgado"
(Fonte: Anjos Caídos, Içami Tiba, 6ª edição, Editora Gente)

Exames toxicológicos e detecção de drogas 
Quais tipos de exames toxicológicos existentes? Eles detectam qualquer droga?
A partir de quando eles dão positivo?